A escolha de Renato Gaúcho como técnico do Grêmio demonstra como os dirigentes de futebol do Brasil não trabalham com planejamento consciente. A escolha de um ídolo do clube que não tem grande expressão como treinador é mais do que qualquer outra coisa um "cala boca", uma satisfação para a torcida. Assim como foi no Internacional, que escolheu (e demitiu) o ícone Paulo Roberto Falcão neste ano. O Grêmio imita a mesma incompetência do Inter na decisão de "jogar para a torcida". Roger Machado, outro ídolo da torcida gremista, não resistiu à queda de rendimento do time no Brasileirão 2016.
Não se discute aqui a competência de Renato Gaúcho como técnico, mas sim a forma como foi conduzido ao tricolor gaúcho pela terceira vez na carreira. Nas outras duas, em 2010 e 2013, não teve glórias maiores do que a conquista do primeiro turno do Campeonato Gaúcho de 2011. Falcão, em três passagens pelo Internacional, não chegou a completar 20 jogos em nenhuma delas. Na última, foi demitido após cinco partidas, uma vergonha. A culpa pela campanha vexatória do Colorado é dos dirigentes, não do técnico. Assim será também no Grêmio, que chegou a disputar o título mas hoje ocupa a modesta décima primeira colocação.
Sacrificar ídolos como se sacrifica um boi em rio cheio de piranhas, para que o restante da manada possa atravessa-lo, não parece preocupar nem um pouco aqueles que dirigem nossos clubes de futebol. Grêmio e Internacional não são os primeiros (e nem os últimos) a tomar este tipo de decisão em momentos de tensão. Que Renato tenha, ao menos, sua história como excepcional jogador vestindo a camisa tricolor respeitada. Pois isso é o mínimo que ele merece no Grêmio.
Sacrificar ídolos como se sacrifica um boi em rio cheio de piranhas, para que o restante da manada possa atravessa-lo, não parece preocupar nem um pouco aqueles que dirigem nossos clubes de futebol. Grêmio e Internacional não são os primeiros (e nem os últimos) a tomar este tipo de decisão em momentos de tensão. Que Renato tenha, ao menos, sua história como excepcional jogador vestindo a camisa tricolor respeitada. Pois isso é o mínimo que ele merece no Grêmio.

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