Legitimidade é sinônimo de validade. Algo que é certo, justo e correto tanto pelas leis quanto pela moral em uma sociedade. E o que vale na vida, vale também no futebol.
A Copa Rio de 1951 é um mundial de clubes legítimo? Quem é o legítimo vencedor do Campeonato Brasileiro de 1987, Sport Recife ou Flamengo? A Copa Intercontinental é um mundial de clubes legítimo? Seriam Santos, Flamengo e Grêmio legítimos campeões mundiais?
Dá para esticar bem a discussão, de preferência tomando uma gelada porque a goela seca.
Na Seleção brasileira não é diferente. A noção de que o Escrete Canarinho deve ser montado apenas pelos melhores jogadores e técnicos é o melhor parâmetro. A camisa amarelinha é multicampeã futebolística, é sagrada! Não é brincadeira não.
Dizia por aí o inconsciente coletivo do torcedor que o cargo de técnico da Seleção é mais importante que o de presidente. E a ironia do destino é que o Brasil, que hoje tem um líder do Executivo ilegítimo, tem no míster de comando da Seleção um técnico legítimo, que tem aprovação do torcedor.
Pois até quem não gosta do Tite sabe que ele merece ser o treinador da Seleção Brasileira.
Pois até quem não gosta do Tite sabe que ele merece ser o treinador da Seleção Brasileira.
E foi só o Adenor chegar que o clima na seleça mudou. As nuvens pesadas que sobrevoavam a Granja Comary nos tempos de serviço de Dunga e Mano Menezes, assim como as tempestades, relâmpagos e ventanias da última Era Scolari se foram. O sol voltou a brilhar.
E se há pouco tempo se ouvia por aí bobagens como a que nossa geração de atletas não era boa, hoje sobra otimismo pela Seleção, líder disparada nas Eliminatórias.
Seis vitórias em seis jogos, 100% de aproveitamento. Um começo na Seleção Brasileira talvez melhor ainda do que o próprio Tite pudesse imaginar. Isso sem contar a sapatada de 3 a 0 na Argentina, ninguém viu o tal Messi em Belo Horizonte.
Como os dramas do futebol não permitem prever se a permanência do gaúcho à frente da Seleção será longa, resta torcer para que seja o melhor possível, pois o momento é raro. É de resgate do orgulho ferido do Brasil dentro das quatro linhas.
E não dá para deixar de pensar que é justíssimo que o melhor técnico brasileiro atualmente ocupe o cargo mais importante do futebol nacional. O profissional mais preparado, com história e resultado que lhe dão legitimidade. Quem dera fosse assim em tudo no Brasil.



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