O ano de 2016 será lembrado pelos corintianos como uma temporada perdida. Independente do que aconteça até o final do ano, o Corinthians mergulhou em uma crise causada pelo desgoverno de seus comandantes. Sem vencer há seis partidas pelo Campeonato Brasileiro e com uma campanha decadente, a diretoria teve medo de inventar uma "novidade" como Eduardo Batista, Roger ou Fernando Diniz e decidiu apostar em Oswaldo de Oliveira como novo técnico do Corinthians. Um nome que não é aprovado pela maioria da torcida e que não estava entre os mais cotados pela imprensa.
Ainda que tenha sido campeão brasileiro em 2015, a atual diretoria do Corinthians tem demonstrado que perdeu a mão na administração do futebol alvinegro neste ano. Primeiro promoveu um desmanche sem precedentes que envolveu elenco, dirigentes e staff do profissional e das categorias de base. Depois contratou jogadores jovens sem experiência para aguentar a panela de pressão do clube. Apostou em Cristóvão Borges, um técnico desconhecido da Fiel. Acuada por resuldados ruins, a diretoria cedeu a pressões da torcida e imprensa e deu um pé na bunda de Cristóvão após míseros três meses de trabalho.
Discordâncias de opinião à parte, o nome de Oswaldo não é ruim. Ele é um profissional que conhece bem o Corinthians e a Fiel Torcida. E a condição salarial dele é menor do que outros técnicos considerados "top" (o que permite ao clube poupar dinheiro para contratar reforços em 2017). Campeão Paulista e Brasileiro em 1999 e Campeão Mundial de Clubes da FIFA em 2000 pelo Timão, o técnico conta com a eterna gratidão da torcida por estes feitos. Mas nunca mais conseguiu realizar um trabalho equivalente em outro clube brasileiro. Esta será a terceira passagem dele no comando do Timão.
Ele possui conhecimento tático e experiência para lidar com o ambiente explosivo do Corinthians, mas precisará de respaldo da diretoria e presidência do clube, e, principalmente, tempo para trabalhar. Contratá-lo agora e dar a ele a oportunidade de realizar uma pré-temporada com a equipe me parece uma decisão acertada. Mas não confio esses dirigentes corintianos, que se cagam de medo da torcida, especialmente das organizadas, que se comportam como donas do clube. Permitir a Oswaldo (ou qualquer outro técnico) o tempo necessário para que apronte a equipe com tranquilidade será fundamental para o ano que vem.
A situação do Timão necessita de paciência e trabalho sério. É preciso também acertar a mão nas contratações, pois é nítido que neste ano o clube errou mais do que podia neste quesito. A instabilidade aliada à pressão da torcida e da mídia pode facilmente tumultuar o ambiente e jogar água no chope alvinegro. A julgar pelo período Cristóvão Borges, a diretoria corintiana não inspira confiança para respaldar um técnico caso os resultados não animem. Será preciso pulso firme do presidente Roberto de Andrade para que 2017 não seja outro ano perdido para o Corinthians.

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