Rogério Ceni é demitido pelo São Paulo deixando o clube na zona do rebaixamento e eliminado de três competições.
Durou meia temporada a Era de Rogério Ceni no comando técnico do São Paulo Futebol Clube. O ídolo como atleta foi demitido na tarde da última segunda-feira. Não foi o suficiente para abalar a idolatria que ele tem junto aos adeptos, mas sem dúvida a passagem ficou muito longe do esperado, sobretudo pelos resultados do São Paulo FC na temporada. Eliminado na Copa do Brasil pelo Cruzeiro, na primeira fase da Copa Sul-Americana pelo modesto Defensa y Justicia (ARG) e pelo Corinthians, nas semifinais do Campeonato Paulista, definitivamente o onze tricolor não emplacou.
Houve pontos altos como a vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro, pelo Paulistão e o triunfo sobre o Palmeiras no Brasileirão, mas o time do São Paulo na mão de Rogério Ceni não encaixou. Juntou-se a isso a saída de jogadores importantes como Maicon, Luís Araújo, Thiago Mendes e Michel Bastos. É a rotina do entra e sai no Morumbi. Segundo reportagem da ESPN, o São Paulo só manteve sete jogadores de janeiro do ano passado até hoje. Desde a saída de Muricy Ramalho em 2009, o clube não segura um técnico por mais de uma temporada.
Convenhamos que neste cenário conturbado, até mesmo o mais experiente dos técnicos enfrentaria grandes dificuldades. Quanto mais um estreante motivado mais pela paixão irracional pelo clube que por amor à profissão de técnico profissional. Os equívocos desta desastrosa passagem foram claros desde o começo. Compreendo a admiração que os cartolas tricolores nutrem pelo ex-goleiro, mas acho que faltou responsabilidade ao apostar em uma incógnita para dirigir um clube do tamanho do São Paulo. É preciso equilíbrio aos dirigentes mesmo na crise, na falta de taças. Errou também Rogério, que poderia ter começado na base, caminho natural de ex-atletas que optam pela carreira. Preferiu, no entanto, aventurar-se iniciando no ponto mais alto, dirigindo os profissionais.
Sem elenco equilibrado e perdendo os melhores atletas e os valores da base, os resultados foram implacáveis com a equipe dele. Lambada atrás de lambada. O melhor resultado, a semifinal do Campeonato Paulista. Eliminado na Sul-Americana e na Copa do Brasil e, no Brasileirão, apenas três vitórias em onze jogos e a horrorosa 17ª posição na tabela, o primeiro na zona do rebaixamento. Caiu sobre os ombros do Mito o peso da inexperiência e da pressão por resultados tão ruins. A diretoria veste terno importado com chinelo de dedo, ou seja, posa de moderna mas age de forma amadora, para dizer o mínimo. São eles, os cartolas, de hoje e de ontem, os principais culpados pela draga em que se encontra o São Paulo.
Para levar o Tricolor a novas conquistas é preciso coragem, é preciso bater de frente. E dirigentes cagões preferem demitir técnicos e trocar meio time todo ano para dar satisfação a meia dúzia de torcedores e conselheiros. A terceira maior torcida do Brasil exige um grande time, vitórias e títulos. E isso tem faltado ao São Paulo já não é de hoje. Infelizmente para os torcedores, a aventura de Rogério à frente do time de coração não deu certo. Porque no fim das contas, o que conta mesmo é o resultado. Para Ceni, talvez a demissão sirva para buscar outra forma de ajudar o São Paulo nos bastidores, como dirigente talvez. No momento, não o vejo como técnico em outra equipe.
Houve pontos altos como a vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro, pelo Paulistão e o triunfo sobre o Palmeiras no Brasileirão, mas o time do São Paulo na mão de Rogério Ceni não encaixou. Juntou-se a isso a saída de jogadores importantes como Maicon, Luís Araújo, Thiago Mendes e Michel Bastos. É a rotina do entra e sai no Morumbi. Segundo reportagem da ESPN, o São Paulo só manteve sete jogadores de janeiro do ano passado até hoje. Desde a saída de Muricy Ramalho em 2009, o clube não segura um técnico por mais de uma temporada.
Convenhamos que neste cenário conturbado, até mesmo o mais experiente dos técnicos enfrentaria grandes dificuldades. Quanto mais um estreante motivado mais pela paixão irracional pelo clube que por amor à profissão de técnico profissional. Os equívocos desta desastrosa passagem foram claros desde o começo. Compreendo a admiração que os cartolas tricolores nutrem pelo ex-goleiro, mas acho que faltou responsabilidade ao apostar em uma incógnita para dirigir um clube do tamanho do São Paulo. É preciso equilíbrio aos dirigentes mesmo na crise, na falta de taças. Errou também Rogério, que poderia ter começado na base, caminho natural de ex-atletas que optam pela carreira. Preferiu, no entanto, aventurar-se iniciando no ponto mais alto, dirigindo os profissionais.
Sem elenco equilibrado e perdendo os melhores atletas e os valores da base, os resultados foram implacáveis com a equipe dele. Lambada atrás de lambada. O melhor resultado, a semifinal do Campeonato Paulista. Eliminado na Sul-Americana e na Copa do Brasil e, no Brasileirão, apenas três vitórias em onze jogos e a horrorosa 17ª posição na tabela, o primeiro na zona do rebaixamento. Caiu sobre os ombros do Mito o peso da inexperiência e da pressão por resultados tão ruins. A diretoria veste terno importado com chinelo de dedo, ou seja, posa de moderna mas age de forma amadora, para dizer o mínimo. São eles, os cartolas, de hoje e de ontem, os principais culpados pela draga em que se encontra o São Paulo.
Para levar o Tricolor a novas conquistas é preciso coragem, é preciso bater de frente. E dirigentes cagões preferem demitir técnicos e trocar meio time todo ano para dar satisfação a meia dúzia de torcedores e conselheiros. A terceira maior torcida do Brasil exige um grande time, vitórias e títulos. E isso tem faltado ao São Paulo já não é de hoje. Infelizmente para os torcedores, a aventura de Rogério à frente do time de coração não deu certo. Porque no fim das contas, o que conta mesmo é o resultado. Para Ceni, talvez a demissão sirva para buscar outra forma de ajudar o São Paulo nos bastidores, como dirigente talvez. No momento, não o vejo como técnico em outra equipe.

Comentários
Postar um comentário