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Grande contratação no início do ano, meia jogou mais com a garganta do que com a bola e deve sair do Palmeiras pela porta dos fundos
Cercado de badalação, o meia Felipe Melo chegou ao Palmeiras no início do ano como a grande contratação para a temporada. Na apresentação, tratou de polemizar desde o início. Deixou claro que, se fosse preciso, daria tapa na cara de uruguaios para vencer a Libertadores. Colocou um alvo no Verdão ao dizer que o Palmeiras seria o time a ser batido na temporada. Comportou-se como fosse um Falcão, um Clodoaldo, um Toninho Cerezo, esquecendo que ele é apenas Felipe Melo.
Personalidade é uma coisa, arrogância é outra. E parece que ninguém ensinou esta lição a Felipe Melo. Chegou ao cúmulo de insinuar que o Corinthians, rival centenário do Palmeiras, seria um time pequeno. Isso após uma partida na Copa Libertadores que nada tinha a ver com o rival alvinegro. Bastou a repercussão negativa na imprensa e nas redes sociais para que ele, covardemente, desmentisse tudo algum tempo depois.
A passagem do meia pelo Verdão teve de tudo: pancadaria no Uruguai pela Copa Libertadores, pencas de declarações polêmicas, insinuações maldosas contra rivais, discussão com Roger Guedes em treino, discussão com preparador físico do Palmeiras e até declaração de voto no execrável deputado Jair Bolsonaro. Só não teve uma coisa: futebol. A bola que Felipe Melo jogou no Verdão foi pequena, muito pequena.
Durante todo o tempo em que esteve no Palmeiras, tentou forjar uma posição de ídolo sem nunca ter sido, de fato. Faltou o principal, a bola dentro de campo. O Felipe Melo que jogou no Verdão foi uma pálida lembrança daquele meia cheio de qualidades que jogou no Flamengo, na Europa por tantos anos e na Seleção Brasileira em Copa do Mundo. O que se viu foi um atleta muito mais preocupado em mostrar personalidade do que futebol.
Durante todo o tempo em que esteve no Palmeiras, tentou forjar uma posição de ídolo sem nunca ter sido, de fato. Faltou o principal, a bola dentro de campo. O Felipe Melo que jogou no Verdão foi uma pálida lembrança daquele meia cheio de qualidades que jogou no Flamengo, na Europa por tantos anos e na Seleção Brasileira em Copa do Mundo. O que se viu foi um atleta muito mais preocupado em mostrar personalidade do que futebol.
Tem muito torcedor palmeirense que já nem lembra que Felipe Melo está no elenco, graças à qualidade de Bruno Henrique, que chegou, pegou a camisa e deu conta do recado. E sem precisar ofender ou polemizar com ninguém. A falsa idolatria é esta que Felipe Melo construiu, muita garganta e pouca bola. Para ser ídolo em qualquer clube não precisa abrir a boca, basta mostrar dedicação, humildade, profissionalismo e, acima de tudo, respeitar a todos os adversários.
Por ironia do destino, o meia que tanto falou durante esses sete meses no Palmeiras, deve sair do clube caladinho... e pela porta dos fundos. Futebol para ser ídolo em qualquer equipe brasileira Felipe Melo tem. Mas é preciso muito mais do que fazer careta de pitbull para conseguir sucesso no exigente cenário futebolístico brasileiro.

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