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| (Divulgação - Corinthians) |
A parceria anunciada entre Corinthians e o banco BMG causou dúvidas em boa parte da torcida. O que foi anunciado, no entanto, é uma grande oportunidade para o Corinthians demonstrar uma das coisas de que mais se orgulha: a força da Fiel Torcida. Segundo o que foi divulgado, o clube terá 50% do lucro sobre produtos personalizados que o banco deve lançar. O adiantamento de R$30 milhões feito ao assinar o contrato encheu a carteira do clube, mas os míseros R$12 milhões anuais deixaram muito corintiano fulo da vida. Para o acordo dar certo, as três partes envolvidas tem de fazer a sua parte.
O projeto de Andrés Sanches é, antes de tudo, uma aposta na força da Fiel Torcida. A mesma que levou 30 mil ao Japão e voltou bicampeã mundial em 2012, que dividiu o Maracanã em 1976 contra o Fluminense e que reconhecidamente abraça o time em todos os momentos. A parte da torcida, portanto, é comprar e consumir os produtos bancários apelidados até o momento de "Meu Corinthians BMG". Se a engrenagem funcionar, imaginemos que 5% dos cerca de 30 milhões de corintianos abracem os produtos BMG\Corinthians. Já seriam por volta de 1,5 milhão de contas.
O lucro do clube pode ser muito maior que os 12 ou 30 milhões. Principalmente se a parte endinheirada da torcida alvinegra destravar a carteira. No Estado de São Paulo, nenhum clube de futebol tem mais torcedores das classes privilegiadas do que o Corinthians. Acontece que a situação não está fácil e o corintiano não vai meter o dinheiro em barca furada. Corinthians e BMG precisam ser certeiros em cada passo deste projeto. Começa por ter gente competente planejando, administrando e criando produtos atrativos, termina com prestação de contas de lado a lado. Acho que já estamos todos cansados de cambalacho neste país.
A estratégia dos parceiros, clube e banco, tem de ser inteligente e diferenciada. Criar produtos atrativos e oferecer vantagens ao torcedor, combinado a uma agressiva campanha de marketing para vende-lo. O potencial da Fiel Torcida é enorme e esta iniciativa pode dar o que falar no futuro. Mas também pode não dar certo. Enfim, quem não arrisca, não petisca. E o Corinthians arriscou confiando na torcida.
Dentro de campo, o desafio de Fábio 'Pep' Carille é dar a consistência certa na massa para o bolo crescer e o time engrenar e brigar por títulos. Dependendo de como se sair o acordo entre banco e clube, contratações mais pesadas podem chegar e encorpar ainda mais o time. Diferente do rival Palmeiras, arrotando o dinheiro da Crefisa, o Corinthians entra em um negócio incerto. Não dá para comparar os dois. O Palmeiras recebe dinheiro praticamente doado, a Crefisa investe pela paixão de seus donos e não em troca de retorno.
Parafraseando Mano Brown: só o tempo é que vai dizer em qual mentira vou acreditar.
O projeto de Andrés Sanches é, antes de tudo, uma aposta na força da Fiel Torcida. A mesma que levou 30 mil ao Japão e voltou bicampeã mundial em 2012, que dividiu o Maracanã em 1976 contra o Fluminense e que reconhecidamente abraça o time em todos os momentos. A parte da torcida, portanto, é comprar e consumir os produtos bancários apelidados até o momento de "Meu Corinthians BMG". Se a engrenagem funcionar, imaginemos que 5% dos cerca de 30 milhões de corintianos abracem os produtos BMG\Corinthians. Já seriam por volta de 1,5 milhão de contas.
O lucro do clube pode ser muito maior que os 12 ou 30 milhões. Principalmente se a parte endinheirada da torcida alvinegra destravar a carteira. No Estado de São Paulo, nenhum clube de futebol tem mais torcedores das classes privilegiadas do que o Corinthians. Acontece que a situação não está fácil e o corintiano não vai meter o dinheiro em barca furada. Corinthians e BMG precisam ser certeiros em cada passo deste projeto. Começa por ter gente competente planejando, administrando e criando produtos atrativos, termina com prestação de contas de lado a lado. Acho que já estamos todos cansados de cambalacho neste país.
A estratégia dos parceiros, clube e banco, tem de ser inteligente e diferenciada. Criar produtos atrativos e oferecer vantagens ao torcedor, combinado a uma agressiva campanha de marketing para vende-lo. O potencial da Fiel Torcida é enorme e esta iniciativa pode dar o que falar no futuro. Mas também pode não dar certo. Enfim, quem não arrisca, não petisca. E o Corinthians arriscou confiando na torcida.
Dentro de campo, o desafio de Fábio 'Pep' Carille é dar a consistência certa na massa para o bolo crescer e o time engrenar e brigar por títulos. Dependendo de como se sair o acordo entre banco e clube, contratações mais pesadas podem chegar e encorpar ainda mais o time. Diferente do rival Palmeiras, arrotando o dinheiro da Crefisa, o Corinthians entra em um negócio incerto. Não dá para comparar os dois. O Palmeiras recebe dinheiro praticamente doado, a Crefisa investe pela paixão de seus donos e não em troca de retorno.
Parafraseando Mano Brown: só o tempo é que vai dizer em qual mentira vou acreditar.

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